untitled

 

 

 

  JORGE HUMBERTO  


Do mais alto de mim fui poeta... insinuei-me ao homem...

E realizo-me a cada dia ser consciente de muitos.

 

Quis a lei que fosse Jorge e Humberto, por conjugação

De um facto, passados anos ainda me duvido...

Na orla do Tejo sou Lisboa... e no mar ao largo o que houver.

jorge_humberto.

 jorgehumberto@i12.com                   

 

Portugal

 

 

LIBROS

 

 

"Assim as palavras livres"


PARA COMPRAR PEÇA AGORA!

Valor R$ 7,00 (sete reais) 40 páginas
 

 

POEMAS

 

 

A noite faz muito que desceu,

E há uma auréola de mistério lá fora…

Que segredos os gatos caminham,

Não sei, mas esta Lua que tanto me comoveu

E me prediz instante, tem agora

Miríades de subtis licores,

Quando me serve à mesa iguarias de reis

E outros distintíssimos sabores.

Jorge Humberto

(00:41/Maio/05/03)

 

 

 

 

 

A BARLAVENTO

 

 

Aqui, nesta pedra, onde me sento,

Com as árvores por detrás de mim,

Vejo as caravelas a barlavento,

Do mar ao largo nas águas sem fim.

 

Nas suas águas profundas um vento

Acorda-me deste torpor, assim,

Como num sonho pleno de alento,

E vejo as róseas flores e o jasmim,

 

Florescerem junto à pedra arreada.

Movo-me um pouco, são só montanhas,

Bem ao longe junto à enseada.

 

Mas tudo isto é idílico e é chamada

Terra dos sonhos, onde caem castanhas

E outra fruta à espera de ser apanhada.

 

 

Jorge Humberto

19/01/07

 

 

 

AH, A CHUVA…

 

 

 

Ah, a chuva, essa eterna musa dos poetas,

Quando vem é melodia para os ouvidos,

É a seiva dos solos férteis e das colectas,

Dos silos cheios, perfumados e garantidos.

 

Trazem à tona os peixes nas enchentes,

Que os pescadores se apressam a recolher,

Enchendo barcos de redes permanentes,

Que eles souberam antes de tudo conter.

 

Como viçam as flores aos seus afagos,

Brotando aqui e acolá num festival de cores,

Mais se parecendo com os eternos favos,

 

Das searas reluzentes do milho e do trigo,

E a erva seduz com as suas multicores,

Que nos dão a beleza de um olhar perdido.

 

Jorge Humberto

25/02/07

 

 

AO LARGO O TEJO

 

 

Ao largo, o Tejo, corre serenamente,

Dou por mim seriamente encantado,

Vai desaguar mais abaixo plangente,

Onde as gentes o esperam, no salgado.

 

Vêm da faina com o peixe nas redes,

Os pescadores com os seus barcos,

Lá vêm eles com o pescado, não vedes,

Trazem a pescaria para baixo dos arcos,

 

Onde se realiza a venda a retalho,

Antes desta ir para o grande mercado,

Lá junto às floristas e ao grande talho.

 

O peixe está fresquinho, vê-se pela cor

E o transeunte fica deveras espantado,

Com tal iguaria ali deparada a seu favor.

 

Jorge Humberto

03/02/07

 

 

 

CREPÚSCULO

 

 

Mais uma tarde, que cai por sobre o rio.

As árvores estão estranhamente calmas.

E dos pássaros não se ouve um leve pio,

Nem sequer há aqui quaisquer vivalmas.

 

Para onde foram todos, na tarde sombria,

Que secaram as águas e os barcos sumiram,

Deixando-nos a perguntar porque finda o dia,

Quando todos já há muito o previram?

 

As andorinhas já regressaram ao seu ninho.

Os gatos preparam-se para mais uma noite.

E os estores fecham-se devagarinho,

 

Para não incomodar as gentes que passam.

Mas não é gente, o que vemos na pernoite,

Antes os fantasmas, que nos enlaçam.

 

Jorge Humberto

12/03/07

 

 

 

LINKS

 

www.revista.agulha.nom.br/jorgehumberto.html

O POETA II

 

Jornal de Poesia - Jorge Humberto

 

Ainda a Poesia BLOG

 

 

http://www.antoniomiranda.com.br/

 

 


Web Hosting · Blog · Guestbooks · Message Forums · Mailing Lists
Allwebco Web Templates · Build your own toolbar · Financial Data · Audio, Fonts, Clipart
powered by a free webtools company bravenet.com